Palmares, 21 de setembro de 2020

Dom Fernando celebra em Água Preta missa dos 67 anos de morte do Pe. Francisco Geraedts

16 de agosto de 2020   .    Visualizações: 206   .    Notícias da Diocese

Missionário, educador, artista, padrinho do povo. Após 67 anos de sua morte, a lembrança do padre Francisco Geraedts na região de Água Preta, mata sul de Pernambuco, ainda emociona. Preocupado com a formação dos sacerdotes e do povo de Deus, o padre holandês da Congregação do Sagrado Coração de Jesus (Congregação Dehoniana) foi um artista que não costumava assinar suas obras. Dizia que não veio para “criar obras de arte na matéria morta, mas para esculpir a imagem do Cristo na alma do povo”. Amigo dos fiéis, tinha fama de milagreiro.

Na paróquia São José da Agonia, em Água Preta, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu nesta sexta-feira (14/08), às 19 horas, a missa que marcou mais um ano do padre Francisco na Casa do Pai. Pertencente à Diocese de Palmares, a paróquia recebeu o povo que compareceu, piedoso, à celebração, respeitando as recomendações de higienização das mãos, uso de máscaras e distanciamento social. A missa foi transmitida para todo o Brasil, ao vivo, pela Rede Vida de Televisão (canal aberto digital 51.1) .

Com a partida precoce do bispo diocesano dom Henrique Soares, vítima da Covid-19, o metropolita foi convidado a presidir a celebração. “Aceitei com muita honra essa missão de vir a Água Preta e participar desse momento”, comentou dom Fernando que, enquanto metropolita, responde pela província eclesiástica de Pernambuco. “Quero dizer que a Diocese de Palmares não está só, que conta com nosso apoio sempre, e que nos agrada a confiança de partilhar este momento em que fazemos memória de um sacerdote comprometido como foi padre Francisco, homem de muitos talentos e muitos dons, e que morreu com fama de santidade”, disse.

O arcebispo explicou aos fiéis que no último encontro dos bispos da CNBB NE2 (Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas), o saudoso dom Henrique Soares fez um apelo para que os bispos apoiassem o início da abertura da causa de beatificação e canonização de padre Francisco. “O pedido foi aceito por unanimidade, de modo que um documento deve ser preparado e enviado a Roma para que, devidamente autorizada, se inicie a fase diocesana do processo”, comemorou.

O bispo auxiliar de Olinda e Recife, dom Limacêdo, concelebrou a missa, ao lado do provincial da congregação do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos) para o Nordeste, o padre Josemar Joaquim de Lima; do administrador da Diocese, padre Norberto Penzkofer; do pároco Agivaldo Lessa Leão, e outros sacerdotes.

“Para nós é uma grande alegria ter entre os dehonianos um candidadto a santo, de ver o amor e o respeito do povo por um padre de nossa congregação, um irmão nosso que viveu e testemunhou o Evangelho, de sabê-lo tão querido por tanta gente”, confirmou o provincial do Nordeste.

Entre os fiéis, estava Marlon Oliveira, cuja dissertação para o programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Unicap, que abordou a ação do Padre Francisco, inspirou a edição de um livro que está em fase de conclusão. “A construção do livro tem a finalidade de fazer com que a figura histórica do padre Francisco seja mais conhecida, a partir da divulgação de sua vocação e carisma, e claro, da repercussão dos milagres no tempo em que ele foi vigário paroquial em Água Preta e missionário na mata sul de Pernambuco, norte das Alagoas e agreste pernambucano”, disse o escritor. Segundo Marlon, o livro vai enfatizar também a presença profícua da Congregação do Sagrado Coração de Jesus na região.

A presença dos bispos que vieram da Arquidiocese vizinha alegrou o coração do pároco, Agivaldo Lessa. “Foi uma grande graça receber dom Fernando e dom Limacêdo aqui na paróquia, como presença fraterna e apoio para nossa diocese”, comentou o padre.

O padre Francisco Geraedts nasceu na cidade de Swalmem, na Holanda, em 12 de maio de 1881 e morreu em Água Preta (PE) em 14 de agosto de 1953. Foi sepultado no cemitério municipal e depois seus restos mortais foram transferidos para a igreja matriz de São José da Agonia.

Pascom AOR


Fonte: Arquidiocese de Olinda e Recife

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